A sua falta
Tomou conta
Do dia triste
(Cinza)
Nas cinzas
Do cinzeiro
Esquecido
Na mesa
Onde tudo
Via-se bem.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O homem na chuva
O guarda-chuva guardava algo mais do que só pingos,
Debaixo dele, o rosto sem expressão também escondia alguma coisa rara.
Coberto por uma sutileza estranha, o homem caminhava na avenida principal.
Seus passos firmes pareciam ter um rumo certo,
Seus olhos fixos não piscavam e não miravam nada ao redor.
Ninguém nunca entenderá aquele homem de casaco preto.
Debaixo dele, o rosto sem expressão também escondia alguma coisa rara.
Coberto por uma sutileza estranha, o homem caminhava na avenida principal.
Seus passos firmes pareciam ter um rumo certo,
Seus olhos fixos não piscavam e não miravam nada ao redor.
Ninguém nunca entenderá aquele homem de casaco preto.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Embalo Bar
Nicotina,
Cafeína
No sistema.
Nervosa eu,
Nos embalos do bar.
Esperando por tanta coisa,
Assistindo o mundo girar:
Embalado,
Calado,
Nervoso,
Sentado e cansado de tanta agitação.
Cafeína
No sistema.
Nervosa eu,
Nos embalos do bar.
Esperando por tanta coisa,
Assistindo o mundo girar:
Embalado,
Calado,
Nervoso,
Sentado e cansado de tanta agitação.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Temendo
Me perdi
Me encontrei
Te perdi
Te encontrei
Me encontrei
Te perdi
Te encontrei
Me perdi
Te perdi
Te encontrei
Me perdi
Me encontrei
Te encontrei
Me perdi
Me encontrei
Te perdi
Me encontrei
Te perdi
Te encontrei
Me encontrei
Te perdi
Te encontrei
Me perdi
Te perdi
Te encontrei
Me perdi
Me encontrei
Te encontrei
Me perdi
Me encontrei
Te perdi
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Tempestade em copo d'água
Nessa confusão toda,
Minha tristeza chorou alto.
Imenso, silencioso e viciante
-Céu, amor!
Ninguém entende.
Quanto mais me contradizem, mais vou em frente, mais sofro;
Dói ter a certeza do adeus.
Arranco meus olhos,
Estou tão cega!
Vou vivendo nessa mentira que envolve todos esses corpos.
Sigo então, arrastando pelo carpete, minhas asas machucadas,
E só descansarei quando a tempestade terminar.
Minha tristeza chorou alto.
Imenso, silencioso e viciante
-Céu, amor!
Ninguém entende.
Quanto mais me contradizem, mais vou em frente, mais sofro;
Dói ter a certeza do adeus.
Arranco meus olhos,
Estou tão cega!
Vou vivendo nessa mentira que envolve todos esses corpos.
Sigo então, arrastando pelo carpete, minhas asas machucadas,
E só descansarei quando a tempestade terminar.
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