quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Temendo

Me perdi
Me encontrei
Te perdi
Te encontrei

Me encontrei
Te perdi
Te encontrei
Me perdi

Te perdi
Te encontrei
Me perdi
Me encontrei

Te encontrei
Me perdi
Me encontrei
Te perdi

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tempestade em copo d'água

Nessa confusão toda,
Minha tristeza chorou alto.

Imenso, silencioso e viciante
-Céu, amor!


Ninguém entende.

Quanto mais me contradizem, mais vou em frente, mais sofro;
Dói ter a certeza do adeus.

Arranco meus olhos,
Estou tão cega!
Vou vivendo nessa mentira que envolve todos esses corpos.


Sigo então, arrastando pelo carpete, minhas asas machucadas,
E só descansarei quando a tempestade terminar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Banal

Como tudo, tudo era tudo, tudo era nada, nada era tudo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

À Venda

Aquilo que não se vende: vedado e vendado!

Bololô

Na pureza da amizade,
Somos todas de carne:
Carne de pão,
Sangue de vinho tinto.
(Amor de copo, de brinde, de vida).

Na malicia do amor,
Somos todas de carne:
Carne de outros,
Sangue de vinho branco.
(Amizade de corpo, de brinde, de vida).

Morrendo Em Câmera Lenta

Com um isqueiro, acendestes o fogo dos meus olhos,
E queimastes meu pavor, restando somente as cinzas.
Incêndio no prédio alto da rua um tanto movimentada;
E o mundo morre, e a gente morre: nesse fogo incessante.

...

carinhos cegos, delicadezas surdas, momentos mudos